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quarta-feira, 24 de março de 2010

PEREGRINAÇÃO POÉTICA. UMA NOITE CHEIA DE MAGIA


Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida

Que sempre que um homem sonha

o mundo pula e avança

como bola colorida

entre as mãos de uma criança.
António Gedeão


Para quem este ano assistiu à Peregrinação Poética (que pese a chuva e o vento, não deixou de acontecer) sabe que aquilo que aqui dissermos será sempre pouco para definir o que de facto aconteceu na noite de 19 de Março na Feira do Livro.

Apetece-nos tão só usar as palavras sábias de António Gedeão para dizer que cinco associações da cidade ousaram sonhar e pelo seu sonho o mundo pulou e avançou.

O desafio lançado, uns meses antes, à Teia dos Sentidos, ao grupo Cultura Viva, à Universidade Sénior, aos Ecos Urbanos e aos Amigos do Art7 era simples: declamar os poemas dos poetas homenageados em seis estações poéticas que seriam criadas para o efeito.

O resultado, esse, foi muito para além da simplicidade do convite. Mais do que declamar, os grupos dedicaram à cidade seis belos espectáculos, plenos de sentido e sentimento.

E aos poemas juntaram mágicas bolas de sabão e as vozes das crianças.
Envolveram-nos com o hip-hop que lhes saiu da alma.
Deixaram ecoar a ternura da caixinha de música e de todos os instrumentos musicais.
Deram força e alma às palavras e fizeram-nos sentir, pensar e viver dentro de cada verso que declamaram.
E com a força das vozes fizeram-nos voar nas asas das palavras.

Com criatividade, dedicação e muito trabalho todos os intervenientes ajudaram a criar esta noite especial e deram de si à cidade e mostraram a todos o quanto são especiais.

Como diria Fernando Pessoa, todos os protagonistas desta noite foram grandes, porque foram inteiros. Puseram quanto são no mínimo que fizeram e, no fim da noite, em cada canto da cidade a lua brilhou porque alta viveu.

Esta é a cidade que nos faz orgulhar. A cidade que participa porque aceita desafios.

À Teia dos Sentidos,
Ao grupo Cultura Viva,
À Universidade Sénior,
Aos Ecos Urbanos,
Aos Amigos do Art7,

O Nosso Muito Obrigada.

Finalmente, o nosso muito obrigada também a todas as pessoas que encheram a Feira do Livro nessa noite, homenageando assim o trabalho daqueles com a sua presença e as suas calorosas palmas.

UMA MESA DE POESIA


O que é que acontece quando 10 amigos se juntam num palco à volta de uma mesa de poesia?

Quem no sábado, 13 de Março, assistiu a este espectáculo nos Paços da Cultura sabe a resposta: acontece a beleza dita, dita com ternura ou com dor, com esperança ou com mágoa, com alegria ou com tristeza, dita como se fosse a última coisa a dizer, dita como se a vida dependesse desse momento. Dita com alma de poeta.

Assim aconteceu naquele palco, pelas vozes de 10 amigos do Art7 que generosamente construíram este espectáculo para a Poesia à Mesa.

A todos eles o nosso muito obrigada pela mesa farta que nos serviram.

TERRA DE POETAS CONSTRÓI O MAIOR POEMA DA CIDADE


A Poesia à Mesa abriu com a demonstração inequívoca de que S. João da Madeira também é uma terra de poetas.

Após o desafio lançado pela Teia dos Sentidos, 72 poetas, todos eles ligados directa ou indirectamente a S. João da Madeira, compuseram o Maior Poema da Cidade, este ano com 400 versos.

Dedicado a S. João da Madeira este poema é a expressão do orgulho sentido pelos sanjoanenses na sua terra mas é também o exemplo daquilo que acontece quando a comunidade sanjoanense participa num projecto.

A todos os poetas que generosamente aderiram a este desafio e à Teia dos Sentidos que uma vez mais organizou e conduziu com sucesso esta iniciativa, o nosso muito obrigada por este Poema e por todo o empenho que lhe dedicaram.
Leia este maior poema aqui