“O mundo é um imenso livro do qual aqueles que nunca saem de casa lêem apenas uma página.”
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
O MAIOR POEMA DA CIDADE
“O mundo é um imenso livro do qual aqueles que nunca saem de casa lêem apenas uma página.”
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
"Poema de los dones" de Jorge Luis Borges
Borges Recitales "Poema de los Dones", de el libro "El Hacedor", de Jorge Luis Borges.En la Memoria y la Voz Colombiana de Ana María Rivera, y la Música Original, para Piano, Clarinete y Pantágora, de Alejandro Díaz-Lamprea.
POEMA DE LOS DONES
Nadie rebaje a lágrima o reproche
esta declaración de la maestría
de Dios, que con magnífica ironía
me dio a la vez los libros y la noche.
De esta ciudad de libros hizo dueños
a unos ojos sin luz, que sólo pueden
leer en las bibliotecas de los sueños
los insensatos párrafos que ceden
las albas a su afán. En vano el día
les prodiga sus libros infinitos,
arduos como los arduos manuscritos
que perecieron en Alejandría.
De hambre y de sed (narra una historia griega)
muere un rey entre fuentes y jardines;
yo fatigo sin rumbo los confines
de esta alta y honda biblioteca ciega.
Enciclopedias, atlas, el Oriente
y el Occidente, siglos, dinastías,
símbolos, cosmos y cosmogonías
brindan los muros, pero inútilmente.
Lento en mi sombra, la penumbra hueca
exploro con el báculo indeciso,
yo, que me figuraba el Paraíso
bajo la especie de una biblioteca.
Algo, que ciertamente no se nombra
con la palabra azar, rige estas cosas;
otro ya recibió en otras borrosas
tardes los muchos libros y la sombra.
Al errar por las lentas galerías
suelo sentir con vago horror sagrado
que soy el otro, el muerto, que habrá dado
los mismos pasos en los mismos días.
¿Cuál de los dos escribe este poema
de un yo plural y de una sola sombra?
¿Qué importa la palabra que me nombra
si es indiviso y uno el anatema?
Groussac o Borges, miro este querido
mundo que se deforma y que se apaga
en una pálida ceniza vaga
que se parece al sueño y al olvido.
Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo (Buenos Aires, 24 de agosto de 1899 — Genebra, 14 de junho de 1986) foi um escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino.
domingo, 18 de dezembro de 2011
"O sono extenso" de Sara Costa
nem que seja só a difusão da inocência quando a achamos estar a perder
nem que isso seja
este cheiro lento e límpido a expandir-se pelas entranhas da obsessão
quando o mundo parece mais alagado em espasmos e imagens
do que propriamente em solidão.
mas tudo o que sabemos é que havemos de deixar Novembro, um dia
nem que para isso seja necessário criar algo maior do que nós
nem que para isso deixemos de dormir e deixemos de fechar a carne
e abrir a vértebra da noite.
o sono extenso chega ao de leve, pousa-nos nas feridas,
suga-nos a essência
e ser ou não ser passa a ser sempre uma questão de perspectiva.
"O Sono Extenso" de Sara Costa, obra vencedora do Prémio literário João da Silva Correia, cuja edição deste ano foi dedicada à Poesia.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
"Fado traçado" de Dina Silvério
Tracei caminhos
Entre agrestes montes.
Pisei espinhos e lama,
Mas não perdi o rumo.
Fui rosa e lírio,
Fui espiga e jasmim,
Canção e saudade,
Oceano sem fim.
Neste fado já traçado
Segui as aves do céu
E o sonho meu.
Rasguei as horas
Nos lençóis dos teus braços
E fui pelo mundo,
Seguindo este fado
De nunca te ter.
Por que o vento me levou
E em mim deixou
As marcas do passado.
Cantei lágrimas ao luar.
Fui louca e raínha
Fadista sem guitarra
E amor, sem amar.
in "Palavras e sentimentos"
Tem já publicados dois livros em poesia e "Redescobrindo a minha alma" e "Palavras e sentimentos".
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
PROVOCAZIONE! de Regina Célia Pereira da Silva
Mondo globale...di infernale
o di anonimo?
Mondo multiculturale...
vorrà dire
amorfo, antisociale?
O ignorare, non pensare?
Ah, integrazione...
Sarà l'antitese
Della comprensione,
accoglienza e mani tese?
Mutua connoscenza,
interculturalità
arte e nuove identità
s'oppongono all'indiffirenza?
L'apertura verso il diverso
non richiede protezione
ma una nuova visione
del mondo e dell'universo.
In SILVA, Regina Célia Pereira - Attraverso la Cità: rilievi e risalti poetici del tessuto cittadino visti da. Avellino: Scuderi, 2011. (disponível no Fundo Local da Biblioteca Municipal de S. João da Madeira)
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
"FURADOURO" de Regina Célia Pereira da Silva

Ventania de nortada,
Brisa marítima
Odor de maresia
Perfume de infância.
Brilhante, branca
E imensa a areia...
Espumejante dilaga
A água salgada
Sempre em movimento,
Sempre agitada.
Peixes prateados
Saltam das redes...
A traineira chega
cansada, mas cheia
De fresco pescado
Por muitos desejado.
Decorre a lota e os pescadores
apregoam
Os banhantes aproximam-se
compram.
A longa avenida
Traz à memória
Dias felizes, de fantasia.
Sonhos que viviam em segredo.
In
Silva, Regina Célia Pereira da - Trasparenze culturali, oggetti d'oggi e pensieri: transparências culturais, objectos de hoje e pensamentos. 1ª ed. Palermo : Aletti Editore , 2011. , 107 p. ; 21 cm. ISBN: 978-88-6498-566-4
Doutorada em Literatura Moderna e Estudos Filológico-Linguísticos na Faculdade de Letras da Universidade de Estudo de Palermo em colaboração com a Universidade de Estudos Orientais de Nápoles.
Ganhou o prémio jornalístico internacional "Theodor Mommsen 2001", na secção "Coppa de Nestor" com o artigo "O vinho do Porto" e o prémio em língua estrangeira atribuído pela Associação Nápoles Cultural Clássico no ano de 2010, com o poema "Ela".
Desde sempre se interessou pela poesia numa perspectiva multicultural, tem participado activamente em diversas sessões de poesia, em encontros literários e culturais, tendo já publicado diversas obras e poesia.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
"Use o poema para elaborar uma estratégia" de Nuno Júdice

Use o poema para elaborar uma estratégia
de sobrevivência no mapa da sua vida. Recorra
aos dispositivos da imagem, sabendo que
ela lhe dará um acesso rápido aos recursos
da sua alma. Evite os atolamentos
da tristeza, e acenda a luz que lhe irá trazer
uma futura manhã quando o seu tempo
se estiver a esgotar. Se precisar de
substituir os sentimentos cansados
da existência, reinstale o desejo
no painel do corpo, e imprima os sentidos
em cada nova palavra. Não precisa
de dominar todos os requisitos do sistema:
limite-se a avançar pelo visor da memória,
procurando a ajuda que lhe permita sair
do bloqueio. Escolha uma superfície
plana: e deslize o seu olhar pelo
estuário da estrofe, para que ele empurre
a corrente das emoções até à foz. Verifique
então se todas as opções estão disponíveis: e
descubra a data e a hora em que o sonho
se converte em realidade, para que poema
e vida coincidam.
Esteve recentemente em S. João da Madeira na conferência "O chapéu na poesia" no Museu da Chapelaria.
Lançamento do livro de poesia "Silenciosas Alvoradas"
sexta-feira, 15 de julho de 2011
Lançamento do livro "Silenciosas Alvoradas"
O livro “Silênciosas Alvoradas” contém 47 poemas ao longo das 115 páginas, numa abordagem das multiplicidades sentimentais da natureza humana, sendo ilustrado pela escritora que é também artista plástica.
Ana Homem de Albergaria, é natural do Rio de Janeiro.
È Licenciada em Sociologia pela Faculdade de Letras da UP colabora com a EAPN Portugal, no Gabinete de Investigação e Projectos.
Apaixonada pela escrita e pela pintura tem uma vasta obra pictórica da qual se realça a última exposição “HUMANIDADES”.
Na edição apresenta, agora, o livro de poemas SILENCIOSAS ALVORADAS com a chancela da Edita-me tendo em preparação, conjuntamente com outros autores, uma colectânea de poesia a editar brevemente no âmbito do grupo de poesia a que pertence “Portugal Poético”.
terça-feira, 14 de junho de 2011
ATAÚLO SIMÃO (1919-2011)
Faleceu o poeta popular sanjoanense Ataúlfo Simão.Nasceu em Celorico da Beira, chegando há cerca de 62 anos a S. João da Madeira. Barbeiro de profissão, foi músico na Banda de S. João da Madeira e esteve também na iniciação da Tuna dos Voluntários.
A poesia era a sua grande paixão, surpreendendo todos os que o rodeavam com as suas sábias quadras populares e a sua delicadeza de carácter.
Foi colaborador nos jornais locais Regional e Labor.
Era um frequentador assíduo da Biblioteca, que considerava a sua segunda casa e à qual dedicou alguns poemas.
Aqui fica esta carinhosa homenagem de todas as funcionárias da Biblioteca Municipal.
sábado, 4 de junho de 2011
sexta-feira, 20 de maio de 2011
"OS LIVROS" de Manuel António Pina

pedra de mármore não digas: “Àgua, água!”,
porque se encontraste o que procuravas
perdeste-o e não começou ainda a tua procura;
e se tiveres sede, insensato, bebe as tuas palavras
pois é tudo o que tens: literatura,
nem sequer mistério, nem sequer sentido,
apenas uma coisa hipócrita e escura, o livro.
Não tenhas contra ele o coração endurecido,
aquilo que podes saber está noutro sítio.
O que o livro diz é não dito,
como uma paisagem entrando pela janela de um quarto vazio.
Manuel António Pina (Sabugal, 18 de Novembro de 1943) é um jornalista e escritor português, galardoado em 2011 com o Prémio Camões.
O autor licenciou-se em Direito em Coimbra e foi jornalista do Jornal de Notícias durante três décadas. É actualmente cronista do Jornal de Notícias e da revista Notícias Magazine.
A sua obra é principalmente constituída por poesia e literatura infanto-juvenil. É ainda autor de peças de teatro e de obras de ficção e crónica. Algumas dessas obras foram adaptadas ao cinema e TV e editadas em disco.
A sua obra está traduzida em França (francês e corso), Estados Unidos, Espanha (espanhol, galego e catalão), Dinamarca, Alemanha, Países Baixos, Rússia, Croácia e Bulgária.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
ENTREGA DE PRÉMIOS - POESIA NA CORDA
Foram recebidos 277 poemas e os prémios atribuídos foram os seguintes:
POEMAS PEQUENINOS
TEMA: AMBIENTE
Nome:Gonçalo Fernandes
Título: "O Mundo"
Nome: Afonso Milheiro
Título: "A Borboleta"
TEMA: AMOR
Nome: Rita Azevedo Plaza
Título: "Adorável Pai"
Nome: Maria João Carvalho
Título: “O meu irmão”
TEMA: OUTROS
Nome: Maria Inês Ferreira Ramos TM: 914897722
Título: "Poesia à Mesa"
Nome: Rita Azevedo Plaza
Título: "O Fofinho"
JOVENS
TEMA: AMOR
Nome: João Constantino
Título: "A Fonte"
Nome: João Ferreira Soares
Título: "O Sonho"
TEMA: OUTROS
Nome: Fábio Silva
Título: "Nas Páginas"
ADULTOS
TEMA: AMOR
Nome: Dina Silvério
Título: "Vesti meu corpo"
Nome: Lizete Gomes
Título: "Saudades"
TEMA: INDÚSTRIA E COMUNIDADE
Nome: António Augusto de Almeida
Título: "S. João da Madeira"
Nome: Pseudónimo Alma Lusitana
Título: "Invocação à minha cidade"
TEMA: OUTROS
Nome: Dina Silvério
Título: "A Rima"
Nome: Manuel Ribeiro de Pinho
Título: "Os sinos"
segunda-feira, 4 de abril de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
Prémio Literário João da Silva Correia 2011 (Poesia)

Prémio Literário João da Silva Correia 2011 (Poesia)
Esta iniciativa da Câmara Municipal de S. João da Madeira distingue obras inéditas em língua portuguesa, assinadas com pseudónimo.
Os concorrentes devem ser de S. João da Madeira (naturais ou residentes) ou ter ascendência sanjoanense (pais ou avós) ou desenvolver actividade neste município (estudo ou trabalho).
O prémio traduz-se num apoio monetário à publicação da obra vencedora, até ao montante máximo de 2.000 euros.
O prazo de entrega dos trabalhos termina a 20 de Maio de 2011.
As condições de participação e a forma de envio dos originais constam do regulamento do Prémio, que pode consultar abaixo.
Regulamento do Prémio Literário João da Silva Correia
terça-feira, 22 de março de 2011
ESTENDAL POÉTICO METROPOLITANO + CONFERÊNCIA + TERTÚLIA POÉTICA
Como convidados especiais marcaram presença os poetas sanjoanenses Tiago Moita e Lizete que declamaram poesia dirigida às faixas etárias presentes.
À tarde, pelas 15h30, decorreu nos Paços da Cultura a conferência "A Poesia e o elogio da inteligência" proferida pelo professor Doutor Dionísio Vila Maior.
Durante toda a sessão o orador tentou, através de uma linguagem muito acessível, sensibilizar todos os presentes para a importância da leitura de poesia.
Começou por explicar que um simples poema se pode converter num lema para a vida inteira - como o poema "Ser" de Ricardo Reis - e que a poesia pode também ser usada como terapia de catarse ou como arma de combate contra um regime político, como foi o caso da poesia de Manuel Alegre. Referiu ainda que a poesia também é usada para exprimir sentimentos de ódio, de emoções, de paixões e de tristeza, tendo apresentado o poema de Eric Clapton "Tears in heaven" como exemplo.
No final foi projectado um extracto do filme "O clube dos poetas mortos" cujo lema é "Carpe Diem" e aproveitou para fazer passar a mensagem de que nos devemos empenhar arduamente em tudo o que fizermos, e viver intensamente, cultivando a poesia.
A Campanha da Poesia à Mesa em S. João da Madeira encerrou com uma Tertúlia Poética que decorreu no final da tarde na Biblioteca, com a participação de alguns poetas sanjoanenses e coordenada pela professora Dra. Cristina Marques.
Ao longo da sessão todos os poetas revelaram a importância que a poesia tem nas suas vidas, na procura da autenticidade, na união entre o particular e o universal, como forma de superar as adversidades da vida, de passar mensagens, ensinamentos e sentimentos.
Durante a sessão declamaram os seus próprios poemas ou dos poetas de referência a nível nacional com que se identificam.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Área Metropolitana do Porto assinala Dia Mundial da Poesia
Destaque para o “Estendal Poético Metropolitano”, com poemas seleccionados pelos municípios da AMP. Esta acção consiste na suspensão, em cordas, de poemas, em espaços públicos de cada concelho. Os poemas foram escritos por alunos das bibliotecas escolares ou dos diversos serviços educativos que as bibliotecas municipais realizam durante o corrente mês ou, ainda, de poetas locais.
Em torno do “Estendal Poético Metropolitano” haverá ainda a “Leitura Simultânea de Poesia”, entre as 11h00 e as 11h30, em todos os municípios da AMP, de forma a criar uma “sintonia poética”.
Não perca mais esta actividade que, em S. João da Madeira, decorre no Jardim da entrada da Biblioteca Municipal.
domingo, 20 de março de 2011
ESTENDAL POÉTICO + CONFERÊNCIA + TERTÚLIA POÉTICA
Mais tarde, pelas 15h00, no auditório dos Paços da Cultura, decorrerá a Conferência "A poesia e o elogio da inteligência" proferida pelo professor Doutor Dionísio Vila Maior.
Serão abordadas questões de índole fundamentalmente pedagógica, relacionadas com o ensino da leitura de Poesia.
Para além disso, incidir-se-á, de igual modo, sobre o acto de produção poética, assim como sobre os fundamentos que se encontram subjacentes às perguntas: Porquê ler poesia? Porquê escrever poesia?"
Finalmente, pelas 18h00, na Biblioteca Municipal, decorrerá uma Tertúlia poética dos poetas sanjoanenses.
"MÚSICA NAS PALAVRAS" COM O CORO DE CÂMARA DE S. JOÃO DA MADEIRA
A harmonia das suas vozes, a métrica das palavras e as melodias entoadas, numa viagem pelas raízes do português, conduziram-nos na busca do conhecimento da nossa história, o que fomos e quem somos, através das suas magníficas interpretações.
SERÃO DE POESIA
A sessão poética decorreu animada e com alguns momentos de humor que geraram um clima intimista marcante.
PEREGRINAÇÃO POÉTICA E SOCIAL SMOKERS
Ao longo da noite foram declamados, musicados ou teatralizados diversos poemas dos autores homenageados na Campanha da Poesia à Mesa 2011, através da participação de instituições e associações locais.
Foram apresentados poemas de Pedro Mexia (pela Teia dos Sentidos), Cecília Meireles (pela Escola Serafim Leite), Nuno Higino (pela Universidade Aberta), Rosa Lobato Faria (pela Universidade Sénior), Gonçalo M. Tavares (pelos Ecos Urbanos) e David Mourão Ferreira (pelo Grupo Arte Sete Menor).
Mais tarde, pelas 24 horas, os Social Smokers realizaram um espectáculo de apresentação do novo álbum "Magnetic Poetry", tendo como convidado especial J. P. Simões.
No final o microfone ficou aberto a todos os participantes o que possibilitou a presença de três declamadores da região.
"A CAROCHINHA E O JOÃO RATÃO" NO FLANELÓGRAFO
Todos quiseram participar na construção deste belo conto tradicional.

























