terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Falecimento da poetisa sanjoanense Rosa Maria


Faleceu a poetisa sanjanense Rosa Maria, artista e mulher, que transportava sempre consigo mensagens de flores, árvores de amarelas mimosas, paisagens de sonho, a quietude dos ocasos terrestres polvilhada com a sua poesia.
Em sua homenagem a equipa da biblioteca recorda este seu poema:

Deixa-me repousar

Deixa-me repousar
Em ti...
Que os meus sonhos
Vivam, para pensar
Que não morri...
Deixa-me sentir
Tudo o que minh'alma sente.
Como o pão nosso de cada dia,
Não posso mais pedir.
Necessito estar presente...
Deixa-me acreditar
Que é verdade...
O tempo vai passando,
E neste meu sonhar
Acordo com felicidade!
Deixa-me repousar
Em ti...


Rosa Maria
In "A magia do sentir" p. 54 
(disponível no Fundo Local)


Rosa Maria de Oliveira Silva Lobo Ribeiro nasceu em Lisboa. Desde 1962 passou a viver em S. João da Madeira. Foi em 1986 que retomou o seu hobby preferido – a pintura – a qual conjugou com a poesia. A textura para a sua pintura inicialmente foi o guache e mais tarde optou por o acrílico e óleo.
Os temas eram o bucólico da natureza que iam ao encontro do seu sentir.
Em 1995 publicou o seu primeiro livro de poesia “Estados de alma”, em 1998 “Ecos do coração”, e em 2005 “A magia do sentir”.
Foi colaboradora no semanário “O Regional” e também no jornal da paróquia “O restaurar”.
Participou em exposições desde 1992 em vários hotéis, nomeadamente, em Oliveira de Azeméis, Espinho, Gaia, S. João da Madeira e Porto. Também em bibliotecas, Câmara Municipal e Salão dos Bombeiros.
Em Janeiro de 2012 expôs na Biblioteca Municipal pela terceira vez, tendo doado à instituição uma das suas produções artísticas "Chapéu astral" acompanhado de um poema sobre o tema.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

"GOSTO QUANDO TE CALAS" DE PABLO NERUDA

Gosto quando te calas

Gosto quando te calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, minha voz não te toca.
Parece que os olhos tivessem de ti voado
e parece que um beijo te fechara a boca.

Como todas as coisas estão cheias da minha alma
emerge das coisas, cheia da minha alma.
Borboleta de sonho, pareces com minha alma,
e te pareces com a palavra melancolia.

Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como que te queixando, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e a minha voz não te alcança:
Deixa-me que me cale com o silêncio teu.

Deixa-me que te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada, simples como um anel.
És como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, tão longinqüo e singelo.

Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se tivesses morrido.
Uma palavra então, um sorriso bastam.
E eu estou
alegre, alegre de que não seja verdade.


Pablo Neruda (1904-19719
in "20 poemas de amor e uma canção desesperada" (disponível na biblioteca municipal S. João da Madeira)

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

POEMA DE NATAL DE VINICIUS DE MORAIS

Poema de Natal


Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.


Vinícius de Moraes 
(1913-1980) 


terça-feira, 11 de dezembro de 2012

ÓSCAR NIEMEYER (1907-2012)

Autodefinição 

Na folha branca de papel faço o meu risco.
Retas e curvas entrelaçadas.
E prossigo atento e tudo arrisco na procura das formas desejadas.
São templos e palácios soltos pelo arpássaros alados, o que você quiser.
Mas se os olhar um pouco devagar, encontrará, em todos,
os encantos da mulher.
Deixo de lado o sonho que sonhava.
miséria do mundo me revolta.
Quero poucomuito poucoquase nada.
arquitetura que faço não importa.
que eu quero é a pobreza superada,
vida mais feliz, a pátria mais amada.
                                             
Óscar Niemeyer
(arquitecto brasileiro)

terça-feira, 27 de novembro de 2012

BIBLIOTECA VERDE de Carlos Drummond de Andrade



Biblioteca Verde

Papai, me compra a Biblioteca Internacional de Obras Célebres.
São só 24 volumes encadernados
em percalina verde.
Meu filho, é livro demais para uma criança.
Compra assim mesmo, pai, eu cresço logo.
Quando crescer eu compro. Agora não.
Papai, me compra agora. É em percalina verde,
só 24 volumes. Compra, compra, compra.
Fica quieto, menino, eu vou comprar.
Rio de Janeiro? Aqui é o Coronel.
Me mande urgente sua Biblioteca
bem acondicionada, não quero defeito.
Se vier com um arranhão recuso, já sabe:
quero devolução de meu dinheiro.
Está bem, Coronel, ordens são ordens.
Segue a Biblioteca pelo trem-de-ferro,
fino caixote de alumínio e pinho.
Termina o ramal, o burro de carga
vai levando tamanho universo.
Chega cheirando a papel novo, mata
de pinheiros toda verde. Sou
o mais rico menino destas redondezas.
(Orgulho, não; inveja de mim mesmo)
Ninguém mais aqui possui a coleção
das Obras Célebres. Tenho de ler tudo.
Antes de ler, que bom passa a mão
no som da percalina, esse cristal
de fluida transparência: verde, verde.
Amanhã começo a ler. Agora não.
Agora quero ver figuras. Todas.
Templo de Tebas. Osíris, Medusa,
Apolo nu, Vênus nua… Nossa
Senhora, tem disso nos livros?
Depressa, as letras. Careço ler tudo.
A mãe se queixa: Não dorme este menino.
O irmão reclama: Apaga a luz, cretino!
Esparmacete cai na cama, queima
a perna, o sono. Olha que eu tomo e rasgo
essa Biblioteca antes que pegue fogo
na casa. Vai dormir, menino, antes que eu perca
a paciência e te dê uma sova. Dorme,
filhinho meu, tão doido, tão fraquinho.
Mas leio, leio. Em filosofias
tropeço e caio, cavalgo de novo
meu verde livro, em cavalarias
me perco, medievo; em contos, poemas
me vejo viver. Como te devoro,
verde pastagem. Ou antes carruagem
de fugir de mim e me trazer de volta
à casa a qualquer hora num fechar
de páginas?
Tudo que sei é ela que me ensina.
O que saberei, o que não saberei
nunca,
está na Biblioteca em verde murmúrio
de flauta-percalina eternamente

CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE(1902-1987)
(poeta brasileiro)

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

MANUEL ANTÓNIO PINA

Faleceu Manuel António Pina, aos 68 anos, no hospital de Santo António, no Porto, onde estava internado desde o verão passado. Jornalista, colunista e poeta, foi galardoado com o Prémio Camões o ano passado e recentemente tinha publicado uma colectânea "Todos as palavras". 


Manuel António Pina nasceu em Sabugal, Beira Alta, em 18 de Novembro de 1943. Licenciou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Era jornalista do Jornal de Notícias desde 1971, tendo colaborado noutros órgãos de comunicação social da imprensa, do rádio e da televisão. Ganhou vários prémios, de que se destacam o Prémio Calouste Gulbenkian - Melhor Livro Publicado em Portugal em 1986/1987 com a obra O Inventão, e o Prémio Nacional de Crónica Press Club/Clube de Jornalistas com a obra O Anacronista (1994). Tinha sido premiado anteriormente, dentro e fora de Portugal. A sua obra já foi traduzida para o inglês, alemão, espanhol, holandês e russo. Alguns dos seus livros foram adaptados ao teatro e inspiraram programas de televisão.

A biblioteca possui grande parte das suas obras, aventure-se na sua leitura e em sua homenagem recordemos o poema seguinte.  

A Poesia Vai Acabar 

A poesia vai acabar, 
os poetas vão ser colocados em lugares mais úteis.
Por exemplo, observadores de pássaros 
(enquanto os pássaros não acabarem). 
Esta certeza tive-a hoje ao 
entrar numa repartição pública.
 Um senhor míope atendia devagar 
ao balcão; eu perguntei: «Que fez algum 
poeta por este senhor?» E a pergunta 
afligiu-me tanto por dentro e por
fora da cabeça que tive que voltar a ler
toda a poesia desde o princípio do mundo.
Uma pergunta numa cabeça.
 — Como uma coroa de espinhos:
estão todos a ver onde o autor quer chegar?




Manuel António Pina, in "Ainda não é o Fim nem o Princípio do Mundo. Calma é Apenas um Pouco Tarde"

quinta-feira, 26 de abril de 2012

segunda-feira, 23 de abril de 2012

POESIA NA CORDA 2012

ENTREGA DE PRÉMIOS DO CONCURSO DA POESIA NA CORDA 2012


Hoje, pelas 18 horas, na biblioteca, decorreu a sessão de entrega dos prémios do Concurso Poesia na Corda. Dos 224 poemas entregues foram selecionados os seguintes:



POEMAS PEQUENINOS


TEMA: AMBIENTE

Nome: Bernardo Valente de Melo
Título: Primavera Linda

Nome: Maria João Chousa Santos
Título: Temos de deixar de poluir

TEMA: AMOR

Nome: Pedro Miguel Caldas Lobo
Título: Amar em família

Nome: Maria João R. N. dos Santos
Título: Amor


TEMA: OUTROS

Nome: Inês Silva Costa
Título: Poema do Arco-Íris

Nome: Maria Luís
Título: Ser poeta é…


TEMA: INDÚSTRIA E COMUNIDADE

Nome: Diana Raquel Brandão Moreira
Título: A minha cidade

Nome: Mariana de Jesus Ferreira da Rocha
Título: A minha cidade


JOVENS

TEMA: AMOR

Nome: Fábio Miguel Santos Silva
Título: Tu prometeste

Nome: Cátia da Silva Freitas
Título: Mentira


TEMA: OUTROS

Nome: Marisa Santos
Título: O sapo

Nome: Renato Matos Barbosa
Título: Prazeroso amor pela escrita




ADULTOS

TEMA: AMOR

Nome: Dina Silvério
Título: Sentir

Nome: Lizete Gomes
Título: Poesia


TEMA: OUTROS

Nome: Hélder Almeida
Título: Árvore

Nome: Carlos Alberto Pereira Dias
Título: Mendigo

quarta-feira, 18 de abril de 2012

ENTREGA DE PRÉMIOS DO CONCURSO POESIA NA CORDA

Ainda no âmbito da 10ª edição da Poesia à Mesa 2012, serão entregues os prémios aos vencedores do Concurso POESIA NA CORDA, amanhã dia 18 de Abril, pelas 18 horas, na sala infantil.
Este concurso é uma iniciativa conjunta da Biblioteca Municipal e da Associação de Jovens Ecos Urbanos de S. João da Madeira que tem por objectivo incentivar o gosto pela poesia e está subordinado aos temas ambiente, amor, indústria/comunidade e outros.

O Prémio será atribuído ao 1º classificado em cada uma das seguintes categorias:

• Criança – até aos 12 anos
• Jovens – dos 12 aos 25 anos
• Adultos – mais de 25 anos

terça-feira, 27 de março de 2012

SERÃO POÉTICO

A Campanha da Poesia à Mesa 2012 encerrou com o Serão Poético do passado sábado, nos Paços da Cultura, com a presença de Simone de Oliveira e o maestro e músico Nuno Feist, conduzido por José Fanha. 
A poesia, os poetas, a conversa, os convidados encantaram e animaram todos os presentes. 


PEREGRINAÇÃO POÉTICA

A peregrinação poética, contou com a participação de Ricardo Carriço, José Fanha e das diversas associações culturais da cidade. Percorreu as 6 estações dedicadas aos 6 poetas homenageados deste ano, e a sua poesia este em destaque.
Esta iniciativa ainda contou com a "Arruada", um espetáculo de animação de rua com percussão, fogo e dança, pela Associação Ecos Urbanos. 

segunda-feira, 26 de março de 2012

CONCERTO DO CORO DE CÂMARA

O final da tarde do passado sábado foi preenchida com um concerto pelo Coro de Câmara de São João da Madeira que homenageou vários poetas emblemáticos da nossa literatura como Luís de Camões.

POESIA COM ARTE

Pelas 16h00 do sábado passado, na Feira do Livro, o Serviço Educativo da Biblioteca Municipal juntou-se à festa da poesia para realizar a oficina "Poesia com Arte" no espaço da Feira do Livro decorado com os trabalhos realizados pelas crianças das escolas da cidade, no âmbito do Projeto Poesia de Encantar inserido no Projeto Educativo Municipal. 
As crianças divertiram-se imenso ao criarem poemas alusivos a variados temas que depois ilustraram. Tivemos ainda, a agradável surpresa de ouvir o Sr. Germano a declamar poesia enquanto as crianças realizavam a oficina.

CONCERTO DOS ESPADANITOS

Cerca das 15 horas do sábado passado, decorreu no espaço da Feira do Livro o Concerto dos Espadanitos dirigido pela professora Cristina. As crianças cantaram alegres canções criando um ambiente agradável na presença de seus familiares e convidados.

sexta-feira, 23 de março de 2012

POESIA À MESA

24 DE MARÇO 

11h00, “Poesia com bichos e bicharocos”» Oficina de poesia ambiental pelo Serviço Educativo dos Paços da Cultura

15h00, Concerto ESPADANITOS
Feira do Livro

16h00, “Poesia com arte ”» Oficina de poesia ilustrada pelo Serviço Educativo da Biblioteca Municipal

17h00, Concerto “Música Nas Palavras”, pelo Coro de Câmara SJM
Feira do Livro

21h45, Serão Poético com a participação especial da atriz Simone de Oliveira e do maestro e músico Nuno Feist
Paços da Cultura

POESIA À MESA - PEREGRINAÇÃO POÉTICA

23 DE MARÇO 

15h30, Dinamização do Conto “O Tigre Xadrez”, pela Editora Arte Em Movimento na Feira do Livro 

 21h30, Peregrinação poética

 Ao longo de seis estações poéticas, espalhadas pela zona pedonal da cidade, serão ditas e encenadas as palavras dos poetas homenageados na 10ª Campanha da Poesia à Mesa. Com a participação especial do ator Ricardo Carriço e das associações culturais da cidade. Durante a noite decorrerá ainda o espetáculo “Arruada”, uma animação de rua com percussão, fogo e dança, pela Associação Ecos Urbanos.

POESIA À MESA


22 DE MARÇO
Cerca das 18h00, na Feira do livro, teve lugar o lançamento do livro "Sereiazinha da Terra" de Maria José Santos, pela Papiro Editora/Great Point, Lda.





quarta-feira, 21 de março de 2012

POESIA À MESA - DIA MUNDIAL DA POESIA


21 DE MARÇO

11h00» Estendal Poético Metropolitano, contendo poemas seleccionados pelos 16 Municípios da Área Metropolitana do Porto (AMP) e Sintonia Poética, leitura simultânea de poesia em todos os Municípios da AMP.

 A Área Metropolitana do Porto assinala,  no dia 21 de Março, o Dia Mundial da Poesia com actividades desenvolvidas pelos vários municípios em simultâneo


O “Estendal Poético Metropolitano”, com poemas seleccionados pelos municípios da AMP. Esta acção consiste na suspensão, em cordas, de poemas ilustrados, em espaços públicos de cada concelho. Os poemas foram escritos por alunos das bibliotecas escolares ou dos diversos serviços educativos que as bibliotecas municipais ou escolares realizam durante o corrente mês ou, ainda,  de poetas locais.

Em torno do “Estendal Poético Metropolitano” houve  “Leitura Simultânea de Poesia, entre as 11h00 e as 11h30, em todos os  municípios  da AMP, de forma a criar uma “sintonia poética.
No jardim da biblioteca municipal, marcaram presença alunos das escolas básicas  e pessoas dos lares da 3ª idade  de S. João da Madeira, que declamaram poesia de Matilde Rosa Araújo, uma das poetisas homenageadas, nesta 10ª edição da Poesia à Mesa.




13h00» Declamação simultânea de poesia nos restaurantes aderentes
Bacana | Bonzão | Bubbles | Casa do Morgado |Diamante | Fábrica dos Sentidos | Kubo d’Açucar | Neptúlia | O País | Ponto Zero  | River


14h00 » Oficinas de leitura poética pelo Serviço Educativo
Local:Escolas básicas da cidade

No auditório dos Paços da Cultura, cerca das 21h45, teve lugar o espetáculo “A Palavra dos Poetas” pelo Grupo de teatro A Comuna que focou a vida e a obra de dois poetas homenageados este ano,  Luís Vaz de Camões e Valter Hugo Mãe, fazendo uma leitura das suas obras com o percurso da vida do autor.


POESIA À MESA

20 MARÇO

Hoje, pela 10 e 14 horas, no auditório dos Paços da Cultura realizou-se o espetáculo "Camões é um poeta RAP", dirigido a jovens das escolas de S. João da Madeira (João da Silva Correia, Oliveira Júnior, EB2/3 e CEI).
CAMÕES É UM POETA RAP é um evento performativo e musical - com a qualidade literária do génio de Camões, que assenta num conceito inovador que aproxima a Lírica do grande poeta à nossa vivência contemporânea, através dos ritmos rap e hiphop.
Esta tem sido uma Performance que deixa ainda a marca da emoção no público; este apercebe-se, nesta hora de partilha com a Performer, das duras condições de vida do “Princípe dos Poetas”, e de como Camões - o homem - transforma o infortúnio e o desespero em energia criadora - de que a força mental que extravasa no conjunto dos seus poemas é um exemplo de vida que resiste ao passar do tempo.
Camões é, por unanimidade, reconhecido como um nome maior das letras e cultura portuguesas, cujas asserções poéticas, linguísticas e filosóficas continuam pertinentes na actualidade. No entanto, aquele que “... viveu pobre e miseravelmente/ e assim morreu” apesar de ter presença obrigatória nos Programas académicos de Português, continua a suscitar, sobretudo nos jovens, uma aversão quase epidérmica.

Este espetáculo foi realizado com o apoio da DGLB (Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas).




Interpretação de Gisela Canãmero

 
Mais tarde, pelas 18h00, na Biblioteca municipal decorreu a inauguração da exposição “O maior poema da Cidade”, na qual alguns contribuintes desse grande poema declamaram as suas criações poéticas.
Salientaram-se nesta sessão a participação animada das crianças que encantaram todos os presentes.



Em seguida, pelas 18h30, a Tertúlia Poética sob o mote "Os poemas dos nossos poetas" e conduzida de forma brilhante pela Profª Cristina Marques, reuniu alguns poetas sanjoanenses que num momento informal declamaram as suas próprias poesias criando um ambiente mágico inesquecível.



terça-feira, 20 de março de 2012

POESIA À MESA - "UM POEMA PARA O MEU PAI"



19 DE MARÇO






Hoje, ao longo do dia, o serviço educativo da Biblioteca realizou oficinas de escrita poética "Um poema para o meu pai", com a participação e dos alunos da escolas básicas de S. João da Madeira.

De seguida fizeram uma visita guiada ao Centro de Leitura Especial, onde foram elaborados marcadores de livros em escrita Braille.

domingo, 18 de março de 2012

Espetáculo "Rio de Pétalas"


18 DE MARÇO

18h00 » ESPECTÁCULO “Rio de Pétalas”

Das palavras para o palco, a poesia transformou-se, ganhou voz, movimento... Vida!... O TEPAS e o grupos de dança Jazz / Hiphop do CCD interpretaram a poesia de Salomé Pinto, publicada com as ilustrações de Alexandra Gonçalves em ebook e livro impresso.  Josias Gil assinou o prefácio da obra que deu título ao espetáculo. “

sábado, 17 de março de 2012

Começou a POESIA À MESA 2012!


17 DE MARÇO
no 1º dia de Campanha aconteceu:

15h30 » ESPECTÁCULO O Planeta das Palavras
Espectáculo infantil a partir de "A história das palavras" de José de Almada Negreiros.

Um simpático comandante e uma excêntrica hospedeira comandam as operações e guiam as crianças num percurso de descoberta, como se tratasse de uma viagem espacial. Desta forma, conta-se como as ideias e as emoções se fizeram, inicialmente, representar por uma combinação de sinais gráficos, que mais tarde viriam a estar na origem da invenção do alfabeto.

O espetáculo apostou na criação de paisagens visuais e sonoras capazes de estimular a sensibilidade das crianças, numa vertente lúdica e sensorial.

Produção: Inestética companhia teatral

terça-feira, 13 de março de 2012

quinta-feira, 8 de março de 2012