sexta-feira, 19 de março de 2021

Poetizando | José Fanha e Fernando Alves

Da programação do festival destaca-se o “Poetizando”, uma conversa sobre a vida, a poesia e as palavras de Fernando Assis Pacheco, com o poeta José Fanha e o radialista Fernando Alves, editor das manhãs da TSF, que decorreu no dia 18 de março.



terça-feira, 16 de março de 2021

Curtas Poéticas com Paulo Condessa e Dois Líricos

 

Da nossa programação online, destacam-se ainda as “Curtas Poéticas”, num registo diário, pelas 14h e as 20h, recheadas com as performances poéticas do Paulo Condessa. 


Pode visionar as duas primeiras Curtas Poéticas, transmitidas a 15 de março.







domingo, 14 de março de 2021

Abertura da 19ª edição do Festival poesia à Mesa


A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, o Presidente da Câmara Municipal, Jorge Vultos Sequeira, e a Poesia da Fábrica Viarco, assinalam a abertura da 19ª edição do Festival.







sábado, 13 de março de 2021

Principais destaques do programa Poesia à Mesa 2021


 
Acompanhe-nos durante esta semana, inteiramente dedicada à poesia. 

Redes Sociais da Poesia à Mesa: Facebook e Instagram.



Poetas homenageados em 2021

De 15 a 21 de março, a poesia regressa à cidade de S. João da Madeira, que recebe a 19ª edição do Festival Poesia à Mesa. Atendendo às circunstâncias atuais do país e à pandemia, em formato diferente, mais simbólico, mas com a mesma intensidade e cumplicidade poéticas.


Com um programa que se constrói de palavras, o Festival divulga um conjunto de poetas e as suas obras, indo ao encontro do seu público, de forma segura e controlada, com uma  componente, exclusivamente,  virtual através das redes sociais do Município.  


Todos os anos são homenageados 6 poetas. Tal como em 2020, o Festival Poesia à Mesa dará destaque a Andreia C. Faria, Fernando Assis Pacheco, Herberto Helder, Mafalda Veiga, Mário-Henrique Leiria e Soror Violante do Céu.









quarta-feira, 10 de março de 2021

Poesia à Mesa 2021

O Festival Poesia à Mesa regressa à cidade de S João da Madeira, de 15 a 21 de março.

Com um programa que se constrói de palavras, o Festival divulga um conjunto de poetas e as suas obras, indo ao encontro do seu público, de forma segura e controlada, com uma componente, exclusivamente, virtual através das redes sociais da Câmara Municipal, Biblioteca Municipal e Poesia à Mesa.

Conheça os destaques do programa da 19ª edição do festival literário.



sexta-feira, 9 de outubro de 2020

TRÊS POEMAS DE LOUISE GLÜCK (1943-) - NOBEL DA LITERATURA 2020

 

Louise Glück nasceu em Nova Iorque em 1943, cresceu em Long Island, frequentou o Colégio Sara Lawrence e Columbia University. É considerada por muitas pessoas como uma das mais talentosas poetisas contemporâneas.

Glück é conhecida pela sua poesia tecnicamente precisa, sensitiva, focada nos temas da solidão, relações humanas, divórcio e morte.

[tradução de Rui Pires Cabral, publicada na revista 'Telhados e Vidro', nº 12, Edição Averno]

PAISAGEM

O tempo passou, transformou tudo em gelo.
Sob o gelo, o futuro bulia.
Se caísses lá dentro, morrias.

Era um tempo
de espera, de acção suspensa.

Eu vivia no presente, que era
a parte do futuro que podíamos ver.
O passado pairava sobre a minha cabeça,
como o sol e a lua, visível mas inalcançável.

Era um tempo
governado por contradições, como
Não sentia nada e
tinha medo.

O inverno esvaziou as árvores, voltou a enchê-las de neve.
Como eu nada sentisse, a neve caiu, o lago gelou.
Como se eu tivesse medo, permaneci imóvel;
o meu bafo era branco, uma descrição do silêncio.

O tempo passou, e uma parte dele tornou-se isto.
E outra parte evaporou-se simplesmente;
podíamos vê-la a pairar sobre as árvores brancas,
formava partículas de gelo.

Esperas a vida inteira pelo momento oportuno.
Depois o momento oportuno
revela-se acção consumada.

Eu via mover-se o passado, uma fila de nuvens a avançar
da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda,
consoante o vento. Por vezes

não havia vento. As nuvens pareciam
ficar onde estavam,
como uma pintura do mar, mais imóveis do que reais.

Por vezes o lago era um lençol de vidro.
Sob o vidro, o futuro murmurava,
modesto, convidativo:
tinhas de te concentrar para o não ouvires.

O tempo passou; chegaste a ver parte dele.
Os anos que levou eram anos de inverno;
ninguém lhes sentiria a falta. Por vezes

não havia nuvens, como se
as fontes do passado tivessem desaparecido. O mundo

perdera a cor, como um negativo; a luz atravessava-o
de lado a lado. Depois
a imagem apagava-se.

Por cima do mundo
só havia azul, azul em toda a parte.

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POEMA

Ao início da noite, como agora, um homem está curvado
sobre a sua secretária. Lentamente ergue a cabeça; uma mulher
surge, trazendo rosas.
O seu rosto flutua até à superfície do espelho,
marcado pelos raios verdes dos pés das rosas.

É uma forma
de sofrimento: depois a página transparente
levada sempre à janela até as suas veias aparecerem
como palavras por fim cheias de tinta.

E é minha obrigação compreender
o que as une
ou à casa cinzenta mantida no sítio com firmeza pelo crepúsculo

porque eu devo entrar nas suas vidas:
é primavera, a pereira
a cobrir-se com uma fina camada de flores brancas e frágeis.

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ADORMECI NUM RIO

Adormeci num rio, acordei num rio,
da minha misteriosa
incapacidade de morrer nada sei
dizer-te, nem
de quem me salvou ou por que razão –

Havia um silêncio imenso.
Nenhum vento. Nenhum som humano.
O século amargo

tinha chegado ao fim,
o glorioso, o duradouro,

o sol frio
persistia como uma antiqualha, um memento,
com o tempo a correr por detrás –

O céu parecia muito límpido,
como no inverno,
o solo seco, inculto,

a luz oficial atravessava
calmamente uma fresta no ar

digna, complacente,
desfazia a esperança,
subordinava imagens do futuro aos sinais da passagem do futuro –

Julgo que caí.
Só à força pude tentar levantar-me,
tão estranha me era a dor física –

Tinha esquecido
a dureza destas condições:

a terra, não obsoleta,
mas quieta, o rio frio, pouco profundo –

Do meu sono não recordo
nada. Quando gritei,
a minha voz trouxe-me um inesperado consolo.

No silêncio da consciência, perguntei-me:
porque rejeitei a minha vida? E respondi
Die Erde überwältigt mich:
a terra derrota-me.

Tentei ser exacta nesta descrição,
para o caso de alguém me seguir. Posso garantir
que o pôr-do-sol no inverno é
incomparavelmente belo e a memória dele
dura muito tempo. Julgo que isto significa

que não havia noite.
A noite estava dentro de mim.


terça-feira, 24 de março de 2020

"CURAR" poema de Kathleen O'Meara de 1839

E as pessoas ficaram em casa.
E leram livros e ouviram música
E descansaram e fizeram exercícios
E fizeram arte e jogaram
E aprenderam novas maneiras de ser
E pararam
E ouviram mais fundo
Alguém meditou
Alguém rezava
Alguém dançava
Alguém conheceu a sua própria sombra
E as pessoas começaram a pensar de forma diferente.
E as pessoas curaram.
E na ausência de gente que vivia
De maneiras ignorantes
Perigosos, perigosos.
Sem sentido e sem coração,
Até a terra começou a curar
E quando o perigo acabou
E as pessoas se encontraram
Eles ficaram tristes pelos mortos.
E fizeram novas escolhas
E sonharam com novas visões
E criaram novas maneiras de viver
E curaram completamente a terra
Assim como eles estavam curados.



Kathleen O'Meara (1839-1888)
pseudônimo Grace Ramsay foi escritora e biógrafa católica irlandesa-francesa durante o final da era vitoriana.

quinta-feira, 12 de março de 2020

"DOS NOSSOS MALES" DE MÁRIO QUINTANA


A nós bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais...

Mário Quintana 
1906-1994

segunda-feira, 9 de março de 2020

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "OS DIAS SÃO ASSIM" DE ANA OLIVEIRA

Na passada 6ª feira, dia 6 de março, pelas 21h30, decorreu a apresentação do livro "Os dias são assim" de Ana Oliveira, com a presença de familiares, muitos amigos e admiradores.

A apresentação esteve a cargo de Cristina Marques, professora de Literatura e crítica literária. O representante da editora Coolbooks, Vitor Alexandre Gonçalves,  a ilustradora Isabel Pelaez e a Vereadora da Educação Irene Guimarães também marcaram presença na mesa. Alguns excertos foram lidos pelas irmãs de Ana e ainda houve lugar para um momento de canto à capela, pelas alunas Maria e Mariana, da Escola Oliveira Júnior.

"Os dias são assim" é um conjunto de 12 contos, onde estão algumas "reflexões sobre a vida" nas quais "a morte está presente, porque faz parte da vida". Trata-se de situações que acontecem todos os dias, que estão debaixo dos nossos olhos", que transmitem mensagens simples, para nos fazer refletir, e que têm finais surpreendentes.

Os dias são assim, cheios de histórias. De amores e desamores. De encontros e desencontros. De lutas, fracassos, mas também conquistas.
Os dias são assim, cheios de vidas.


Ana Oliveira nasceu em Arrifana, concelho de Santa Maria da Feira, em 24 de agosto de 1960. Reside em S. João da Madeira.
Estudou na Faculdade de Letras da Universidade do Porto onde concluiu o curso de Línguas e Literaturas Modernas – variante Português e Francês.
É professora de português e professora bibliotecária no Agrupamento de Escolas João da Silva Correia
É autora dos livros infantojuvenis Do cinzento ao azul celeste (2009), O santo guloso (2012) e de um conto premiado, intitulado “Palavras à solta” na antologia Papá, só mais uma (2015). É autora do conto “Nyambura” publicado na antologia 39 poemas e contos contra o racismo (2014) ao qual foi atribuído o 1º lugar (3ºescalão), no concurso de poesia/conto contra o racismo, promovido pelo Alto Comissariado para as Migrações (ACM) e ainda do livro Em poucas palavras (2016), microcontos em 77 palavras.
Gere um blogue pessoal onde publica parte da sua produção literária: www.livro-leitor.blogspot.com.

Há noites assim em dias assim...

A obra estará em breve disponível para leitura na Biblioteca Municipal.





 

 













INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE PINTURA "DUOMO" DE DIANA COSTA

Na passada sexta-feira, dia 6 de março, pelas 18h00, decorreu a inauguração da exposição de pintura "Duomo" da artista plástica sanjoanense Diana Costa, na qual marcaram presença alguns familiares, muitos amigos e admiradores.

Esta é a sua primeira exposição individual em S. João da Madeira, sua terra natal e surge como desafio a um convite que lhe foi endereçado no âmbito do Festival da Poesia à Mesa, no ano em que este festival atinge a sua 18ª edição.

As obras expostas são "a resposta ao desafio de criar um trabalho criativo em que tinha de ter como referência um autor ou um poeta" daí fazer "todo o sentido a referência textual e musical", recaindo a escolha, do livro "Ruído branco", letras e melodias da cantautora brasileira Ana Carolina,  como referência para todo o processo criativo.

Diana Costa conta-nos que "Utilizando um processo criativo para as imagens onde se ocultam e mostram intencionalmente determinados elementos, a minha pintura funciona como uma apropriação dos elementos gráficos identificáveis em sinais puramente plásticos cumprindo uma missão subversiva relativamente à imagem inicial. Há sempre tinta. Há sempre cor, mas nunca só cor.
Com a sensibilidade natural para as potencialidades formais e para a plasticidade metafórica dos materiais, procuro utilizá-los de uma forma simultaneamente sensual e significante.
Faço-o a partir das minhas próprias situações reflexivas no ato de pintar: a colagem, a sobreposição e a cor. Perguntando, dizendo, e pensando, vou compreendendo e explorando uma campo imagético carregado de evidências, segundo o qual o discurso pictórico se liga instantaneamente num indissociável choque de matéria e de expressão."

Esta mostra estará patente na receção da Biblioteca até 18 de abril.

Visite-a, no horário de funcionamento da Biblioteca, entre as 10h00 e as 18h30.



 

  

 












sexta-feira, 6 de março de 2020

Declamação Poética nos restaurantes - " Ideias Café Restaurante "


Poesia no Autocarro | 7 de Março | 11H00 | Linha Verde

A Poesia à Mesa será servida em andamento e a alta velocidade poética. No insólito palco dos transportes públicos da cidade poderemos ver e ouvir os poetas do Grupo Sériùs.


terça-feira, 3 de março de 2020

Festival Poesia à Mesa 2020 | 06 Março | " Duomo "



A minha pintura estabelece-se em função daquilo que a vida se encarrega de me depositar nas mãos. Hoje gera-se por referência ao livro “ruído branco”, letras e melodias da artista Ana Carolina.

​Utilizando um processo construtivo para as imagens onde se ocultam e mostram intencionalmente determinados elementos, a minha pintura funciona como uma apropriação dos elementos gráficos identificáveis em sinais puramente plásticos cumprindo uma missão subversiva relativamente à imagem inicial. Há sempre tinta, mas nunca só tinta. Há sempre cor, mas nunca só cor.

​Com uma sensibilidade natural para as potencialidades formais e para a elasticidade metafórica dos materiais, procuro utiliza-los de uma forma simultaneamente sensual e significante.

​Faço-o a partir das minhas próprias situações reflexivas no ato de pintar: a colagem, a sobreposição e a cor. Perguntando, dizendo e pensando, vou compreendendo e explorando um campo imagético carregado de evidências, segundo o qual o discurso pictórico se liga instantaneamente num indissociável choque de matéria e de expressão.
​A exposição tem o título “DUOMO” que deriva do latim “domus” que significa casa.



Diana Costa, nasceu no Porto, em 1979.
Tem a Licenciatura em Pintura pela Faculdade de Belas Artes do Porto, Mestrado em Pintura pela Wimbledon School of Arte de Londres e Doutoramento em Pintura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Expõe regularmente no país e no estrangeiro. Detentora do 1º Prémio de Pintura na BHF BANK Exhibition - Londres em 2002 e do 1º Prémio na Bienal de Arte Jovem de Penafiel em 2002.

Considerando-se acima de tudo uma pintora, a artista navega também entre o desenho, instalação e na aplicação dos novos media nas artes.

Expõe regularmente desde 2001, entre as suas exposições individuais destacam-se: 2018. "Removed Reality” – Galeria da Sociedade Martins Sarmento, Guimarães; 2017. "Verso, Reverso, Controverso"- Lugar do Desenho - Fundação Júlio Resende, Gondomar; 2015. “36” -  Galeria BangBang, Lisboa;2010. “Diana Costa Network Systems José Lourenço” - Lugar do Desenho | Fundação Júlio Resende, Gondomar; 2009. “Forwards” - Galeria Pedro Serrenho, Lisboa |‘Here, Once, Again’ - Galeria Pedro Serrenho, Lisboa; 2008. “You have mail” - Galeria Fonseca Macedo, Açores; 2007. “Have you a free connection?” - Galeria Ao-Quadrado, Santa Maria da Feira | “When we build let us think that we build forever” - Galeria Sopro, Lisboa; 2006. “Second First Impression” - Galeria Símbolo, Porto; 2005. “Pra chegar andei nas nuvens” - Galeria Sopro-Projeto de Arte Contemporânea, Lisboa; 2004. “If I was a moon playing in your face” - Galeria de Vilar, Árvore-Cooperativa de atividades artísticas, crl, Porto.

O seu trabalho está representado em coleções públicas e privadas, nomeadamente: Museu das Comunicações; ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações; INESC- Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto; BHF BANK, Londres; Coleção Champalimaud; Bolsa de Valores de Lisboa/Porto; Câmara Municipal de São João da Madeira; Jornal de Notícias; Câmara Municipal de Penafiel.

Site:
https://diana-costa.wixsite.com/dianacosta


Biography
Diana Costa, was born in Porto, Portugal in 1979.
BA in Painting by the Fine Arts School of Porto, Master in Painting by the Wimbledon School of Art-London, and PhD in Painting by the Fine Arts School of Lisbon. Regularly have Shows at Portugal and abroad. She holds the 1st Painting Prize at the BHF Bank- London in 2002 and the 1st Prize at the Biennial of Young Art in Penafiel in 2002.

Considering herself above all a painter, the artist also navigates between Drawing, installation and application of new media in arts.

He has been exhibiting regularly since 2001. His solo exhibitions include: 2018. "Removed Reality” – Galeria da Sociedade Martins Sarmento, Guimarães; 2017. "Verso, Reverso, Controverso"- Lugar do Desenho - Fundação Júlio Resende, Gondomar; 2015. “36” -  Galeria BangBang, Lisboa;2010. “Diana Costa Network Systems José Lourenço” - Lugar do Desenho | Fundação Júlio Resende, Gondomar; 2009. “Forwards” - Galeria Pedro Serrenho, Lisboa |‘Here, Once, Again’ - Galeria Pedro Serrenho, Lisboa; 2008. “You have mail” - Galeria Fonseca Macedo, Açores; 2007. “Have you a free connection?” - Galeria Ao-Quadrado, Santa Maria da Feira | “When we build let us think that we build forever” - Galeria Sopro, Lisboa; 2006. “Second First Impression” - Galeria Símbolo, Porto; 2005. “Pra chegar andei nas nuvens” - Galeria Sopro-Projeto de Arte Contemporânea, Lisboa; 2004. “If I was a moon playing in your face” - Galeria de Vilar, Árvore-Cooperativa de atividades artísticas, crl, Porto.

His work is represented in public and private collections, namely: Museu das Comunicações; ANACOM - Autoridade Nacional de Comunicações; INESC- Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto; BHF BANK, Londres; Coleção Champalimaud; Bolsa de Valores de Lisboa/Porto; Câmara Municipal de São João da Madeira; Jornal de Notícias; Câmara Municipal de Penafiel.