quinta-feira, 20 de maio de 2021

Divulgação | Prémio Nacional Literário João de Deus


A Câmara Municipal de Silves lança a 1.ª edição do Prémio Nacional Literário João de Deus - Poesia 2021, com objetivo de divulgar a criação literária de autores com obra publicada em língua portuguesa.

O Prémio destina-se a autores com idade superior a 18 anos, nacionais ou estrangeiros, a residir em Portugal, que apresentem obra editada em livro, em língua portuguesa, e cuja primeira edição tenha ocorrido nos dois anos civis anteriores ao ano em que ocorre o concurso.

O júri para a 1ª Edição do Prémio será constituído por João Pedro Mésseder, Violante Magalhães e Catherine Dumas.
As candidaturas ao Prémio Nacional João de Deus - Poesia 2021 decorrem entre os dias 22 de Maio e 2 de julho de 2021.
Ao vencedor do concurso será atribuído o valor pecuniário de dez mil euros.

Mais informações: cultura@cm -silves.pt
Regulamento disponível em https://www.cm-silves.pt/.../regulamento-do-premio...

quarta-feira, 14 de abril de 2021

O humor é uma das marcas da obra vencedora do Prémio Literário João da Silva Correia

Distinção atribuída pelo Município de S. João da Madeira

O humor é uma das marcas da obra vencedora do Prémio Literário João da Silva Correia





“Abat-jour” é o título escolhido pelo júri, que atribuiu menções honrosas a “Depois da tempestade, a memória” e “Linha d’Agua”.

O vencedor da mais recente edição do Prémio Literário João da Silva Correia – Poesia, promovido pela Câmara Municipal de S. João da Madeira, é o título “Abat-jour”, da autoria de Orlando Artur Ferreira de Barros, de Viana do Castelo. Foram ainda atribuídas menções honrosas a “Depois da tempestade, a memória” e “Linha d’Agua”.

A decisão foi tomada pelo júri constituído pelo diplomata, escritor e ex-Ministro da Cultura Luís Castro Mendes, pelo poeta, escritor de literatura infantojuvenil e comissário do Festival Poesia à Mesa, José Fanha, e por António Lopes, representante da editora Âncora, com a qual o Município de S. João da Madeira mantém, há largos anos, uma parceria na edição dos livros do Prémio João da Silva Correia.

Considerando “Abat-jour” uma obra “bem estruturada”, o júri destaca o “sentido de humor” que emana de “uma linguagem segura que consegue brincar consigo própria”. Ainda assim, “não foi fácil a escolha”, dada a qualidade de trabalhos a concurso, daí terem sido ainda indicadas duas menções honrosas – “Depois da tempestade, a memória”, de Italo Cruz (pseudónimo), e “Linha d’Agua”, de José Manuel Teixeira.



Entretanto, a Câmara Municipal de S. João da Madeira anunciará, oportunamente, a data e os moldes em que decorrerá a cerimónia de entrega do prémio.

Mais de 60 obras a concurso

No total, foram recebidas 66 obras, incluindo do Brasil, o que representa uma nova subida no número de concorrentes, que, na edição anterior, chegou às quatro dezenas, tendo saído vencedora “Manhãs do Mundo”, de Nuno Figueiredo.

Refira-se que, a partir de 2019, este concurso literário ganhou maior abrangência geográfica, já que deixou de ser imposta a condição de os candidatos terem ligação ao concelho de S. João da Madeira, o que contribui para uma maior divulgação e um maior número de obras a concurso.

Sendo operacionalizado pelos serviços da Biblioteca Municipal de S. João da Madeira, este prémio, lançado em 2006, tem o nome do escritor e jornalista sanjoanense João da Silva Correia (1896-1973), autor do romance "Unhas Negras". Cada vencedor é distinguido com a garantia da publicação da obra selecionada, mediante a comparticipação financeira, pela Câmara Municipal, nos custos da respetiva edição, até ao limite de 2.000 euros.






segunda-feira, 12 de abril de 2021

POESIA NA CORDA 2021 \\ RESULTADOS


É com enorme gosto que anunciamos os vencedores do Concurso Poesia na Corda, no âmbito do Festival Poesia à Mesa 2021.


Dos 230 participantes, foram analisados 305 poemas distribuídos pelas diferentes categorias e temáticas a concurso, tendo sido registada a proveniência de concorrentes de vários distritos do país, nomeadamente, de Aveiro, Bragança, Lisboa, Porto, Setúbal entre outros.


Os vencedores da Poesia na Corda 2021 são ...


\\ POEMAS PEQUENINOS (até aos 12 anos)
Pedro Carvalho, 8 anos, EB1 Carquejido
Pedro Malainho, 9 anos, EB 1 Espadanal
Maria Filipa, 8 anos, EB 1 Parque
Margarida Almeida, 8 anos, EB 1 Ribeiros


\\ JOVENS (dos 13 aos 24 anos)
Mariana Gestosa Fonseca, 13 anos
Rúben Xavier, 22 anos
Beatriz Santos Duarte, 24 anos
Inês Anacleto, 21 anos


\\ ADULTOS (a partir dos 25 anos)
Maria Margarida Teixeira de Jesus Sousa, 61 anos
Maria Manuel, 44 anos
Maria Jorgete Teixeira, 71 anos
Maria Leonor Fernandes Afonso, 45 anos


Felicitamos os vencedores desta edição e agradecemos a participação de todos os concorrentes. Que a Poesia esteja presente nas vossas vidas, sempre!

Infelizmente, a habitual cerimónia de entrega de prémios não será realizada, devido às restrições impostas pela pandemia. Contudo, os prémios e certificados serão entregues aos vencedores, individualmente.

Um agradecimento especial ao júri deste concurso Maria Da Graça Oliveira, coordenadora da Biblioteca Municipal, Cristina Marques, professora e encenadora dos grupos teatro TOJ e A Bem dizer, Maria Joao Leite, Associação de Jovens Ecos Urbanos.




















Organização: Biblioteca Municipal de São João da Madeira e Associação de Jovens Ecos Urbanos.

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terça-feira, 6 de abril de 2021

A comunidade da Oliveira Júnior foi convidada a dizer Poesia, numa iniciativa da Semana da Leitura

Para assinalar a Campanha da Poesia à Mesa de 2021, a decorrer à distância, a comunidade da Oliveira Júnior foi convidada a dizer Poesia, numa iniciativa da Semana da Leitura.

Os trabalhos foram realizados pelos alunos do 2º ciclo, durante ao Festival Poesia à Mesa, numa colaboração da disciplina de Português com a Biblioteca Escolar, e podem ser apreciados através da plataforma PADLET.

Clique na imagem para aceder ao conteúdo.






O Agrupamento João da Silva Correia juntou-se à onda poética proporcionada pela Poesia à Mesa


O Agrupamento João da Silva Correia juntou-se à onda poética proporcionada pela Poesia à Mesa através da projeção, nas escolas, de um vídeo do Comissário Paulo Condessa o que levou à declamação animada de poemas por parte dos alunos.


Numa parceria com as famílias, os alunos gravaram a leitura de poemas, deles próprios e de autores, compilados num documento interativo na plataforma Genially, podendo ser visualizado AQUI



A Poesia vai à escola e os alunos assistem e vivem este universo poético!


Os alunos do 12º ano letivo do Agrupamento de Escolas Dr. Serafim Leite presentearam a organização do Festival Poesia à Mesa com a apresentação de um trabalho, baseado nas percepções despertadas em cada aluno, após o visionamento do vídeo "Poesia vai à escola" com o performer Paulo Condessa.


Para consultar os trabalhos dos alunos basta clicar em cima de cada imagem correspondente.

12º A

12º B

12º C 




sexta-feira, 19 de março de 2021

Poetizando | José Fanha e Fernando Alves

Da programação do festival destaca-se o “Poetizando”, uma conversa sobre a vida, a poesia e as palavras de Fernando Assis Pacheco, com o poeta José Fanha e o radialista Fernando Alves, editor das manhãs da TSF, que decorreu no dia 18 de março.



terça-feira, 16 de março de 2021

Curtas Poéticas com Paulo Condessa e Dois Líricos

 

Da nossa programação online, destacam-se ainda as “Curtas Poéticas”, num registo diário, pelas 14h e as 20h, recheadas com as performances poéticas do Paulo Condessa. 


Pode visionar as duas primeiras Curtas Poéticas, transmitidas a 15 de março.







domingo, 14 de março de 2021

Abertura da 19ª edição do Festival poesia à Mesa


A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, o Presidente da Câmara Municipal, Jorge Vultos Sequeira, e a Poesia da Fábrica Viarco, assinalam a abertura da 19ª edição do Festival.







sábado, 13 de março de 2021

Principais destaques do programa Poesia à Mesa 2021


 
Acompanhe-nos durante esta semana, inteiramente dedicada à poesia. 

Redes Sociais da Poesia à Mesa: Facebook e Instagram.



Poetas homenageados em 2021

De 15 a 21 de março, a poesia regressa à cidade de S. João da Madeira, que recebe a 19ª edição do Festival Poesia à Mesa. Atendendo às circunstâncias atuais do país e à pandemia, em formato diferente, mais simbólico, mas com a mesma intensidade e cumplicidade poéticas.


Com um programa que se constrói de palavras, o Festival divulga um conjunto de poetas e as suas obras, indo ao encontro do seu público, de forma segura e controlada, com uma  componente, exclusivamente,  virtual através das redes sociais do Município.  


Todos os anos são homenageados 6 poetas. Tal como em 2020, o Festival Poesia à Mesa dará destaque a Andreia C. Faria, Fernando Assis Pacheco, Herberto Helder, Mafalda Veiga, Mário-Henrique Leiria e Soror Violante do Céu.









quarta-feira, 10 de março de 2021

Poesia à Mesa 2021

O Festival Poesia à Mesa regressa à cidade de S João da Madeira, de 15 a 21 de março.

Com um programa que se constrói de palavras, o Festival divulga um conjunto de poetas e as suas obras, indo ao encontro do seu público, de forma segura e controlada, com uma componente, exclusivamente, virtual através das redes sociais da Câmara Municipal, Biblioteca Municipal e Poesia à Mesa.

Conheça os destaques do programa da 19ª edição do festival literário.



sexta-feira, 9 de outubro de 2020

TRÊS POEMAS DE LOUISE GLÜCK (1943-) - NOBEL DA LITERATURA 2020

 

Louise Glück nasceu em Nova Iorque em 1943, cresceu em Long Island, frequentou o Colégio Sara Lawrence e Columbia University. É considerada por muitas pessoas como uma das mais talentosas poetisas contemporâneas.

Glück é conhecida pela sua poesia tecnicamente precisa, sensitiva, focada nos temas da solidão, relações humanas, divórcio e morte.

[tradução de Rui Pires Cabral, publicada na revista 'Telhados e Vidro', nº 12, Edição Averno]

PAISAGEM

O tempo passou, transformou tudo em gelo.
Sob o gelo, o futuro bulia.
Se caísses lá dentro, morrias.

Era um tempo
de espera, de acção suspensa.

Eu vivia no presente, que era
a parte do futuro que podíamos ver.
O passado pairava sobre a minha cabeça,
como o sol e a lua, visível mas inalcançável.

Era um tempo
governado por contradições, como
Não sentia nada e
tinha medo.

O inverno esvaziou as árvores, voltou a enchê-las de neve.
Como eu nada sentisse, a neve caiu, o lago gelou.
Como se eu tivesse medo, permaneci imóvel;
o meu bafo era branco, uma descrição do silêncio.

O tempo passou, e uma parte dele tornou-se isto.
E outra parte evaporou-se simplesmente;
podíamos vê-la a pairar sobre as árvores brancas,
formava partículas de gelo.

Esperas a vida inteira pelo momento oportuno.
Depois o momento oportuno
revela-se acção consumada.

Eu via mover-se o passado, uma fila de nuvens a avançar
da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda,
consoante o vento. Por vezes

não havia vento. As nuvens pareciam
ficar onde estavam,
como uma pintura do mar, mais imóveis do que reais.

Por vezes o lago era um lençol de vidro.
Sob o vidro, o futuro murmurava,
modesto, convidativo:
tinhas de te concentrar para o não ouvires.

O tempo passou; chegaste a ver parte dele.
Os anos que levou eram anos de inverno;
ninguém lhes sentiria a falta. Por vezes

não havia nuvens, como se
as fontes do passado tivessem desaparecido. O mundo

perdera a cor, como um negativo; a luz atravessava-o
de lado a lado. Depois
a imagem apagava-se.

Por cima do mundo
só havia azul, azul em toda a parte.

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POEMA

Ao início da noite, como agora, um homem está curvado
sobre a sua secretária. Lentamente ergue a cabeça; uma mulher
surge, trazendo rosas.
O seu rosto flutua até à superfície do espelho,
marcado pelos raios verdes dos pés das rosas.

É uma forma
de sofrimento: depois a página transparente
levada sempre à janela até as suas veias aparecerem
como palavras por fim cheias de tinta.

E é minha obrigação compreender
o que as une
ou à casa cinzenta mantida no sítio com firmeza pelo crepúsculo

porque eu devo entrar nas suas vidas:
é primavera, a pereira
a cobrir-se com uma fina camada de flores brancas e frágeis.

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ADORMECI NUM RIO

Adormeci num rio, acordei num rio,
da minha misteriosa
incapacidade de morrer nada sei
dizer-te, nem
de quem me salvou ou por que razão –

Havia um silêncio imenso.
Nenhum vento. Nenhum som humano.
O século amargo

tinha chegado ao fim,
o glorioso, o duradouro,

o sol frio
persistia como uma antiqualha, um memento,
com o tempo a correr por detrás –

O céu parecia muito límpido,
como no inverno,
o solo seco, inculto,

a luz oficial atravessava
calmamente uma fresta no ar

digna, complacente,
desfazia a esperança,
subordinava imagens do futuro aos sinais da passagem do futuro –

Julgo que caí.
Só à força pude tentar levantar-me,
tão estranha me era a dor física –

Tinha esquecido
a dureza destas condições:

a terra, não obsoleta,
mas quieta, o rio frio, pouco profundo –

Do meu sono não recordo
nada. Quando gritei,
a minha voz trouxe-me um inesperado consolo.

No silêncio da consciência, perguntei-me:
porque rejeitei a minha vida? E respondi
Die Erde überwältigt mich:
a terra derrota-me.

Tentei ser exacta nesta descrição,
para o caso de alguém me seguir. Posso garantir
que o pôr-do-sol no inverno é
incomparavelmente belo e a memória dele
dura muito tempo. Julgo que isto significa

que não havia noite.
A noite estava dentro de mim.


terça-feira, 24 de março de 2020

"CURAR" poema de Kathleen O'Meara de 1839

E as pessoas ficaram em casa.
E leram livros e ouviram música
E descansaram e fizeram exercícios
E fizeram arte e jogaram
E aprenderam novas maneiras de ser
E pararam
E ouviram mais fundo
Alguém meditou
Alguém rezava
Alguém dançava
Alguém conheceu a sua própria sombra
E as pessoas começaram a pensar de forma diferente.
E as pessoas curaram.
E na ausência de gente que vivia
De maneiras ignorantes
Perigosos, perigosos.
Sem sentido e sem coração,
Até a terra começou a curar
E quando o perigo acabou
E as pessoas se encontraram
Eles ficaram tristes pelos mortos.
E fizeram novas escolhas
E sonharam com novas visões
E criaram novas maneiras de viver
E curaram completamente a terra
Assim como eles estavam curados.



Kathleen O'Meara (1839-1888)
pseudônimo Grace Ramsay foi escritora e biógrafa católica irlandesa-francesa durante o final da era vitoriana.

quinta-feira, 12 de março de 2020

"DOS NOSSOS MALES" DE MÁRIO QUINTANA


A nós bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais...

Mário Quintana 
1906-1994

segunda-feira, 9 de março de 2020

APRESENTAÇÃO DO LIVRO "OS DIAS SÃO ASSIM" DE ANA OLIVEIRA

Na passada 6ª feira, dia 6 de março, pelas 21h30, decorreu a apresentação do livro "Os dias são assim" de Ana Oliveira, com a presença de familiares, muitos amigos e admiradores.

A apresentação esteve a cargo de Cristina Marques, professora de Literatura e crítica literária. O representante da editora Coolbooks, Vitor Alexandre Gonçalves,  a ilustradora Isabel Pelaez e a Vereadora da Educação Irene Guimarães também marcaram presença na mesa. Alguns excertos foram lidos pelas irmãs de Ana e ainda houve lugar para um momento de canto à capela, pelas alunas Maria e Mariana, da Escola Oliveira Júnior.

"Os dias são assim" é um conjunto de 12 contos, onde estão algumas "reflexões sobre a vida" nas quais "a morte está presente, porque faz parte da vida". Trata-se de situações que acontecem todos os dias, que estão debaixo dos nossos olhos", que transmitem mensagens simples, para nos fazer refletir, e que têm finais surpreendentes.

Os dias são assim, cheios de histórias. De amores e desamores. De encontros e desencontros. De lutas, fracassos, mas também conquistas.
Os dias são assim, cheios de vidas.


Ana Oliveira nasceu em Arrifana, concelho de Santa Maria da Feira, em 24 de agosto de 1960. Reside em S. João da Madeira.
Estudou na Faculdade de Letras da Universidade do Porto onde concluiu o curso de Línguas e Literaturas Modernas – variante Português e Francês.
É professora de português e professora bibliotecária no Agrupamento de Escolas João da Silva Correia
É autora dos livros infantojuvenis Do cinzento ao azul celeste (2009), O santo guloso (2012) e de um conto premiado, intitulado “Palavras à solta” na antologia Papá, só mais uma (2015). É autora do conto “Nyambura” publicado na antologia 39 poemas e contos contra o racismo (2014) ao qual foi atribuído o 1º lugar (3ºescalão), no concurso de poesia/conto contra o racismo, promovido pelo Alto Comissariado para as Migrações (ACM) e ainda do livro Em poucas palavras (2016), microcontos em 77 palavras.
Gere um blogue pessoal onde publica parte da sua produção literária: www.livro-leitor.blogspot.com.

Há noites assim em dias assim...

A obra estará em breve disponível para leitura na Biblioteca Municipal.