quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

PELA LUZ DOS OLHOS TEUS DE TOM JOBIM E MIÚCHA



https://www.youtube.com/watch?v=rs4ggz5aeVg


Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar

Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar

Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar

Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar

Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar

Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais la ra ra ra

Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor, que só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar

(La ra ri ra ra ra)
(La ra ri ra ra ra)

Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar

Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar

Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar

Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar

Meu amor, juro por Deus
Que a luz dos olhos meus
Já não pode esperar

Quero a luz dos olhos meus
Na luz dos olhos teus
Sem mais la ra ra ra

Pela luz dos olhos teus
Eu acho, meu amor, e só se pode achar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar
Que a luz dos olhos meus precisa se casar
Precisa se casar, precisa se casar



quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

PRÉMIO LITERÁRIO JOÃO DA SILVA CORREIA 2018

Conheça o documento que define as normas que regem as edições do Prémio João da Silva Correia, instituído pela Câmara Municipal de S. João da Madeira, através do qual se pretende distinguir este grande nome da cultura e promover hábitos de leitura e de escrita criativa, através de uma atividade que estimule o envolvimento efetivo da população, incentivando o aparecimento de novos valores e talentos literários.
A novidade é que se estendeu o acesso a candidatos não Sanjoanenses.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

"INQUIETAÇÃO" DE JOSÉ MÁRIO BRANCO



A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes

São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas

Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho
Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda


"Inquietação" de José Mário Branco, n. 1942, Porto. Músico e compositor



quinta-feira, 30 de agosto de 2018

"MANO A MANO" DE MARIA DA ROSÁRIO PEDREIRA




Vim chorar a minha pena
No teu ombro e afinal
A mesma dor te condena
Choras tu do mesmo mal

Irmãos gémeos num tormento
Filhos da mesma aflição
Nenhum dos dois tem alento
'Pra dar ao outro uma mão
 
O amor não nos quer bem
E quem nos há-de valer
Se um perde aquilo que tem
E o outro não chega a ter

Só no resta um mano a mano
Se não queremos ficar sós
Deixa lá o teu piano
Namorar a minha voz

O amor não nos quer bem
E quem nos há-de valer
Se um perde aquilo que tem
E o outro não chega a ter

Só no resta um mano a mano
Se não queremos ficar sós
Deixa lá o teu piano
Namorar a minha voz
 

 
Mano a Mano
 
Letra: Maria do Rosário Pedreira  (Lisboa, 1959) é uma editora, escritora, poetisa e letrista portuguesa.
 
Música: Júlio Resende 
 
Voz: Salvador Sobral

terça-feira, 14 de agosto de 2018

“A VARANDA DE JULIETA” DE NUNO JÚDICE





Uma vez, entrei em verona para não entrar
em veneza. Entre o vê de verona e o vê
de veneza optei por ver verona. Gostei da
coincidência das consoantes na janela
de julieta; e sei que em veneza não ouviria
o vento da vingança, nem provaria o veneno
de uma volúpia que só em verona se
desvanece com a vida. Não há canais em
verona, como em veneza; nem há janelas
em veneza, como em verona; mas julieta
espreita a rua, da janela que é sua, e se
ninguém diz a senha que só ela sabe, agita
o lenço molhado pelas lágrimas que as
nuvens bebem, levando-as de verona até
veneza, onde a chuva as deita nos canais.


Júdice, Nuno - A pura inscrição do Amor. 1ª ed. Alfragide : Dom Quixote , 2018. , 143 p. ; 21 cm. 978-972-20-6405-7. p. 26